Chove




terça-feira, 8 de abril de 2008



Hoje acordei com uma espécie de tristeza estranha.
Não aquela, quase existencial,
mas uma meio neurótica,
louca,
desvairada,
por isso verdadeira.
Parece que hoje trago no peito
a tristeza milenar:
a tristeza de ser.
De ter sido.
A tristeza de ser a espécie sobrivevente.
Aquela que subjugou o resto para ser o
que se diz hoje de melhor,
de racional.
E quase rio de tão triste que soa isso.
E olhar para chuva que cai fina,
doce...
me faz pensar que os efeitos atmosféricos
confabulam para que acredite
numa suposta conecção entre
natureza e esta minha tristeza.

É tudo meio confuso.
Chove.
E dói.
Como dói.

A chuva deixou a finura de instantes...

8 comentários:

alanzinho on: 8 de abril de 2008 07:15 disse...

gostei do poema

chove

rerer bem legal

Rafael Zuchi on: 8 de abril de 2008 07:25 disse...

Gostei muito do poema, dificil comentar poesia, mas eu gostei muito

Abraço

Felipe on: 8 de abril de 2008 10:53 disse...

Muito bom o poema!!!

Voltando a visita

Looouco por Filmes on: 13 de abril de 2008 05:42 disse...

Realmente eu sei o que isso significa... e gostei muito este poema

Silv on: 20 de abril de 2008 17:06 disse...

E toda esperteza que julgamos ter, vai soar ainda mais triste quando tivermos noção de tudo aquilo que realmente destruirmos. Ai então, entenderemos a insanidade.
Adorei os poemas, especialmente
"isso é isso.
e por ser isso
basta"
(:

Anônimo on: 15 de junho de 2008 16:36 disse...

lindo poema! parabéns!

priscila.raiane on: 15 de junho de 2008 16:38 disse...

Adorei o poema

Arthemis on: 2 de agosto de 2009 15:24 disse...

Gostei dessa poesia. Ela é bem melancólica e delicada.

 

Pesquisar este blog

Barra de vídeo

Loading...

Copyright © 2015 • Poemas ao vento
Blogger Templates