Terça-feira, 23 de Setembro de 2008

Rio


Rio do rio que ri para mim.

Seu riso è rio que ri.

E o meu?

Reflexo de rio que ri em mim.


Ele vai rindo

Indo

Indo

Fazendo da terra beira.


E sozinho me deixa?


Nao!


E continuo a ri,

Com o rio que ri.

Que passa e fica

E como fica

Bem aqui!

Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

Rosário



Rezaria um Rosário para te contemplar,
para te ver face a face,
naquele Reino onde tudo é Luz.
Mas tu habitas distante.
No mundo do breu, do talvez.

Somos tão próximos e assustadoramente distantes...



Um oceano nos separa.
Mais que um oceano!
Talvez a própria presença feita carne
nos separe.

E de alguma forma louca nos une...


Pois te comtemplo,
quase sem poesia,
nevoada,
no mundo das letras, sílabas, das rimas frias,
como num espelho
depois de um banho quente.
Mesmo assim é esplendor de beleza,
é promessa o que vejo,
é sagrado, é sublime.


Quero ver tudo!
Quero ver tudo!
Quero ver o Tudo!

Me ajoelho:

Ave Maria...


Sábado, 30 de Agosto de 2008

Velhas amigas


A verdade?
Uma mentira bem contada.
A mentira ?
Uma verdade mal contada.
Vejo as duas correndo pela estrada
de maos dadas
como velhas amigas
E o sol que se punha confundia meus olhos.
Confundia?
E já não sabia distinguir
quem era quem.
Tornaram-se enfim
o que sempre foram.
Uma coisa só
banhada de luz e de sombra.

Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

Al di là dell'oceano


Al di là dell'oceano
esiste un luogo dove riposa l'infinito,
dove i bambini ridono con la pancia vuota.



Al di là dell'oceano
si incontra il mio cuore,
la mia anima,
il regno dell'Utopia,
la mia tristezza originaria
correndo silenziosa per le foreste
o in rumorosi corsi.


Al di là dell'oceano
esiste una pronuncia tanto bella,
tanto gioiosa e tanto semplice
che è motivo di risate
e adesso de nostalgia.


Al di là dell'oceano
è inverno,
ma inverno colorato
e come mi manca non poter vedere
il fiorire dell'Ipe
in una mattina di domenica.

Terça-feira, 8 de Julho de 2008



as folhas caem
silenciosamente
morrerei assim

Quinta-feira, 29 de Maio de 2008


Devo confessar algo.
Cansei-me.
De que?
De tudo.
De nada.
Talvez do mundo
ou da visão distorcida que tenho dele.
As coisas vão
e eu vou junto.
Sempre?
Sempre não há.
Nunca houve
e por que me sinto saudosamente triste?
Tenho saudades de uma época que nunca existiu
e permaneço farto com o que aparenta ser.

Ainda não floresci...

E de repente me vejo perdido entre dogmas
e rebeliões silenciadas.
Estou faminto.
É fome física e metafísica.
Há metafísica no caos?
Não sei.
Mas a verdade é que formular
questões acerca do ser me enojaram.

A vida é um instante no Universo...

Devo confessar algo.
Tenho horror a este instante,
pois queria, quero ser sempre,
mas sempre não há
e sigo triste, incerto neste solo ressentido,
nesta terra regida por segundos, horas e meses.

O mistério de viver...
O mistério de viver...
O mistério de viver...

Estou perdido entre elucubrações, entre letras e frases.
A vida é apenas isso?
Insisto em me dizer que não,
embora não encontre uma resposta pronta que me satisfaça.
Passarei por esta época de evanescimento.
Serei adubo de um sonho que não sonhei.
Embora tenha falado de dor, de medos e angústias de meu Eu
quero terminar paradoxalmente rimando que
belos dias não se perdem no breu.

Sábado, 24 de Maio de 2008


Eu juro
Não vou esquecer do que passou
As névoas não transformarão em segredo
o que outrora era verdade revelada.

Eu juro, sim, eu juro
Não permitirei que o sol se ponha
por detrás dos montes esverdeados
e que tudo que tinha cor
adquira um negror fantasmagórico.

Eu juro, eu juro, ah!, eu juro
que não te deixarei
que não omitirei o meu amor pela terceira vez
que tudo será melhor quando segundos após passearmos por Manhatan
tudo for engolido pela onda que muitos insistiram em esnobar.

Eu juro que a vida há de reviver do mar
e que te amarei novamente no princípio.