Monotonia




quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Tudo está tão calmo.
Monotonamente calmo.
Tudo está tão parado.
Tudo está tão quieto.
Tudo está tão comum.
Tudo está tão igual.
Tudo está tão velho.
Tudo está tão escuro.
Assustadoramente escuro.
Aqui está tão vazio
e eu nada faço.

Eu sou o vazio.

Lá fora o sol brilha.
Aqui dentro: as trevas.
Lá fora todos correm.
Aqui dentro: a mordaça.
Lá fora é tão azul.
Aqui: o cinza.
Lá fora todos riem.
Aqui todos choram.
Por dentro, mas choram (todos)

Hoje, novamente, mais uma vez, de novo...
o de sempre se cumpriu.

Há tanta coisa pra fazer
lá fora
e eu,
pendurado na janela
estou a contemplar o flamboyant.

4 comentários:

Dragus on: 5 de setembro de 2007 13:16 disse...

Nunca vi um flanboyant assim... o.o'



Seu poema me lembrou Legião Urbana. Gostei.

Tati on: 5 de setembro de 2007 16:46 disse...

O poema e o retrato se complementam com sutileza. E há delicadeza ao falar da dor em cada verso. Lindo. Sutilmente lindo!

八神 ヴァル on: 7 de setembro de 2007 17:20 disse...

nossa.. o contraste gritante entre o dentro/fora, trevas/luz me fascinou.. lembrou-me uma fase que vivi depois de visitar um cemitério.. me pareceu muito melancólico (*3*) mas quando falou sobre objeto do seu olhar, tive a impressão de que as trevas transformaram-se em luz

Net Esportes on: 9 de setembro de 2007 07:22 disse...

bem legal os poemas do seu blog, esse foi um dos que gostei mais

 

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