Barco de borboletas




quinta-feira, 24 de dezembro de 2009


O barco de borboletas

flutua como pluma

na espuma branca do mar.

Segue rumo ao Sol, ao horizonte infinito,

mas sem tanta pressa de chegar

pois é maravilhoso navegar e esperar

navegar e ansear

por uma terra querida

mas que talvez nem mesmo exista.

O importante é a esperança

que impele a navegar

que faz do céu, mar, estrelas

do azul e do escuro infinito

sinais que apontam a um paraíso perdido

que existe mais nos sonhos azuis do navegador

que além do horizonte.

3 comentários:

martaluzgonçalves on: 27 de dezembro de 2009 10:54 disse...

Amei o poema
não sei porque.
talvez por eu ter uma intimidade com as borboletas, e por elas fazerem parte da natureza!
natureza esta que só exite porque quem fez toda a beleza da terra é meu Deus meu Tudo.

Galatea on: 27 de dezembro de 2009 16:51 disse...

Gostei do poema por transmitir 2 idéias que eu adoro: a de uma viagem (sinônimo de falta de amarras e de liberdade) e a de absoluta leveza!

Rosário on: 29 de dezembro de 2009 07:24 disse...

Como diria o poeta: “Navegar é preciso...”! Fico a me perguntar, quem nasceu primeiro a imagem ou a composição? kk. Um barco de borboletas “rumo ao Sol, ao horizonte infinito”. Rumo ao inesperado, ao sonho metamorfoseado pela espera, pela ânsia, por aquilo que “existe mais nos sonhos azuis do navegador que além do horizonte”, mas que não deixa de existir.

Quem será o desbravador desse barco? Será aquele que ama o que faz com amor infinito, que gosta de se aventurar no mundo das palavras, do mistério, do desconhecido, da busca, do novo... Será um explorador incansável em busca de um paraíso perdido? Um artista guiado pela cadência das ondas do mar do amor, que enfrenta o mau tempo se preciso for, mas que nunca se cansa de navegar? Afinal, será mesmo esse o navegador desse barco? Mistério!

 

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